
Natal chegando, Ano Novo batendo às portas e o ápice do Brasil é o Carnaval, tudo é festa, tudo é alegria, mas com todas as comemorações chegam também as chuvas, que também baterão nas portas e em, com certeza, entrarão sem pedir licença. Todo ano é a mesma coisa, casa desabando, encostas deslizando, tristeza e desolação como foi o do grave acidente acontecido em Angra dos Reis, com morte e famílias desabrigadas.
Em São Paulo não é diferente, chove, alaga, destroi, desabriga e até mata e um pergunta sempre está no ar: Quem chegou primeiro os rios, córregos ou a população que vive às suas margens, inundando as águas com lixo, restos de comida, móveis e utensílios, tampando os bueiros e impedindo os rios e córregos de fluir no seu leito normal?
O poder público tem sua culpa por permitir invasões em lugares inapropriados, deixando famílias no abandono, e por sua vez, o povo tem sua parcela de culpa, pois joga coisas em lugares que deveriam somente escorrer a água que a chuva traz.
Agora vamos brigar com a chuva, que chega sem avisar, molhando as plantas que parecem até se espreguiçarem de tanta felicidade ao receber essa dádiva que vem do céu e deixando cidades num verdadeiro caos?
Vamos xingar as ruas, que continuam as mesmas, mas que recebem fluxo de carros incapaz de suportar tanto trânsito e os caminhões que atravancam os caminhos, quando poderiam ser substituídos por ferrovias, facilitando a vida de todos.
Não, não e não, a culpa é do próprio homem, destruindo tudo por onde passa, não tem capacidade de cuidar de seu próprio lixo, seu quintal, seu pedaço de chão e ai culpa tudo e todos.
Não podemos esquecer também da Dengue, que com o calor começa a se manifestar nos quatro cantos do país e agora de quem é a culpa?
Dos pneus jogados em qualquer lugar, as plantas com seus pratinhos cheios d´água, garrafas e outras coisas mais e de quem é a culpa?
Certa vez presenciamos uma cena estarrecedora. Estávamos na Av.Brig.Faria Lima e uma família estava no ponto de ônibus com garrafas de refrigerantes nas mãos e quando uma das crianças olha para o pai e pergunta onde colocar a garrafa vazia, o pai prontamente disse, rindo para jogar no meio da avenida só para ouvir o barulho de estilhaços. Isso é educação? É mostrar valores corretos para os filhos? De quem é a culpa?
Desde tempos muito remotos o homem vem se aprimorando na arte de se comunicar. Primeiro os homens andavam de quatro e não conseguiam falar porque a garganta era atrofiada, depois o homem começou a caminhar em dois pés e aí os sons surgiram e com isso iniciou-se a comunicação entre si. Depois desenhavam nas paredes das cavernas aspectos de seu dia a dia e com o passar do tempo apareceu o papiro e depois o papel, a máquina de impressão, as cartas, bilhetes, anotações, a máquina de escrever, os livros e o homem sempre buscando mais instrumentos para se comunicar, mesmo que fossem gestuais, com um olhar, através de poesia e prosa, através de piadas, ditados, literaturas e de repente surgiu o telefone, que foi a melhor e mais moderna forma de comunicação, principalmente para as mulheres que ficavam em casa e agora podiam conversar à vontade; há bem pouco tempo surgiu o computador que facilitou e muito a vida de todos em nosso planeta e com ele a Internet que trouxe para pertinho o mundo através dos teclados. Meu Deus, quanta maravilha a Internet nos trás, quanto podemos pesquisar, localizar, trocar notícias e fatos, até namorar, tudo de forma rápida e "segura", apesar de que os homens sempre acham algo de ruim para fazer utilizando essa ferramenta, imprescindível para a humanidade e aí temos crimes virtuais desde roubo de dados até pedofilia e dessa forma conseguem transformar algo tão maravilhoso em instrumento para crimes, mas enfim o saldo é mais positivo do que negativo.